Arquivado em: Bruna Bariani
O sociólogo James Hillman escreve em seu livro “Cidade e Alma”, que a alma do ser humano reflete a cidade em que vive, e vice-versa. Confesso que a principio essa teoria me chocou. Como as pessoas da maior cidade da América Latina poderiam possuir um espírito cinza, essa cor tão indefinida? Que não se sabe dizer se e clara ou escura, neutra ou apática?
São Paulo tem mais de 11 milhões de habitantes, provavelmente quase o mesmo número de televisores (90% da população brasileira possuem TV em casa e apenas 46% apresentam saneamento básico em seus lares), celulares e um numero um pouco menor de aparelhos de MP3. O fato de a cidade ser tão populosa, obriga o paulistano a uma convivência em massa, forçada. É uma massa quase uniforme que entra e sai do elevador, anda de ônibus, de metrô, vai a restaurantes, anda na rua, no shopping, dirige carros… E com tanta gente, as pessoas ainda reclamam de solidão. Em uma tentativa de se preservarem com indivíduos, o isolamento parece ser a única opção: ouvir musica, ver TV dentro de casa, falar ao telefone com alguém que esta do outro lado da cidade e não com quem esta ao se lado, olhar para chão ou para o nada quando se anda na rua, etc.
É basicamente uma recusa, uma reação quase automática de evitar ser apenas um numero, um código de carteira de identidade, ou um CPF entre tantos.
No fim, observa-se isso: uma multidão de pequenos indivíduos isolados, por uma bolha, um do outro.
E por fim, cheguei a uma conclusão, não é uma verdade única, é na realidade, um ponto de vista: vi a cidade cinza, aquela sem definição e contraditória, a cidade de milhões de pessoas aglomeradas e solitárias, que na tentativa de se individualizarem, se isolam e se vêem sós em uma multidão.
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Se pararmos para pensar vivemos olhando o relógio, o calendário, a agenda no celular, mas será que a vida deveria ser assim?!
Acordo e não olho para a janela para apreciar o amanhecer, mas para ver se vai chover e o trânsito estará pior e eu chegarei atrasada. Quando paro em alguma lanchonete, quase me atrai mais a palavra “fast” do que “food”. Não pude ficar o dia das mães com a minha mãe e nem preparar um café da manhã especial porque o relógio apontava que estava na hora de trabalhar. Também não fui àquela festa especial ontem encontrar o cara de quem gosto porque lembrei que às 9h do meu domingo, o despertador tocaria e eu teria que passar o dia na redação.
Mas o fato, é que junto aos segundos do relógio a vida passa, e o tempo nunca volta, só deixa algumas lembranças do que poderia ter sido e não foi.
Vivemos em sociedade, e esta já impôs sua ditadura do tempo, então nos resta conseguirmos nos adaptar: Olhar para o despertador, mas também para o sol que nasce, não perder a hora, mas saborear a comida, trabalhar mas dizer às pessoas que gosta o quanto as ama, afinal, dizer “eu te amo” não leva mais que três segundos.
Se eu pudesse dar um conselho a você e a mim mesma, diria para olhar o relógio e ver a vida, não o contrário.
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Antes de qualquer coisa, preciso esclarecer a você, leitor, que não estou sendo irônica. Acho realmente que o tráfego da capital paulista pode ser bastante produtivo. Obviamente, não nasci e muito menos tirei carta de motorista pensando dessa forma, mas como tudo que vale a pena na vida, tive que lutar muito para mudar meu ponto de vista. Mas tudo bem, confesso: também não sou tão virtuosa assim… A verdade é que não tive escolha: Ou eu chegava em casa chutando a porta da frente completamente descabelada, ou tentava fazer o melhor possível do inevitável trânsito diário de duas horas. Fiquei com a última opção.
No mundo das expressões “tempo é dinheiro”, “gestão de tempo” e “timing”, dificilmente dispomos de uma ocasião para ouvir de verdade quem está ao nosso lado, apreciar uma boa música e refletir sobro o dia que começa ou termina.
Aquela situação forçada e inevitável deve ser produtiva, assim como acredito que tudo na vida deva ser. E por mais que pareça um paradoxo tornar alguns momentos bem sucedidos sem o auxilio de celulares ou laptops, posso garantir que não há contradição alguma nisso. Quando se está parado entre dois carros e a idéia de passar por cima, xingar o outro motorista ou buzinar são péssimas opções, a não ser que você goste da idéia de morrer prematuramente, o melhor para você e para quem está próximo é exercer algumas virtudes no congestionamento e na vida: paciência, auto-controle, serenidade e bom humor.
Já dizia minha mãe, uma das pessoas, se não a mais, que admiro: “Do limão deve-se fazer uma limonada”. Já disse e repito: Não é fácil! Porém como disse o Capitão Nascimento (Wagner Moura) em Tropa de Elite “Mas quem disse que a vida é fácil?”.
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Como de costume, aí vai a dica para o seu fim de semana: O boteco Zé Bonito, localizado à Rua Marcos Lopes, 248, uma travessa da Avenida Hélio Pelegrino. O estabelecimento funciona de segunda a segunda a partir das 17h, e por estar localizado em uma área residencial, fecha à 1h. Jovens de classe A e B costumam se encontrar no Zé Bonito para dar boas risadas e escutar música ambiente.
A faixa de preço é bastante acessível e o forte da casa são os petiscos feitos na hora como as porções de pastelzinho, fritas, bolinhos de carne e etc. Aberto há menos de dois anos, o bar já faz um grande sucesso devido ao público selecionado que o freqüenta e, é claro, graças a sua boa localização. Quem quiser saber mais informações entre no site oficial do boteco: http://www.barzebonito.com.br/
Mas nunca é demais lembrar que um bom bar significa muito mais do que boa comida e uma ótima cerveja, ele é, na verdade, um lugar para se encontrar novos e velhos amigos e amores, esquecer a semana corrida, a bronca do chefe, a ligação que você esperou e não recebeu e lembrar que a vida é cheia de oportunidades e momentos, e que na terra da garoa nunca se sabe o que pode acontecer!
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Olá a todos os nossos visitantes! Meu nome é Bruna Bariani e ao longo deste blog, vocês irão conhecer cada vez mais a fundo a nossa equipe. Eu já adianto que acredito que um bom fim de semana comece com um ótimo bar com os amigos. Espero que vocês aproveitem e aprovem minhas dicas de noite paulistana!
Para quem acredita que um ambiente requintado e um cardápio acessível é o ideal para uma noite na terra da garoa, vale conhecer o bar e restaurante Bellini. Situado na altura do número 155 da Rua Lopes Neto, Itaim, um clima aconchegante e clássico salta aos olhos de quem chega neste local, que foi eleito pela Veja São Paulo em 2007 como o melhor lugar para paquerar.
Decorado de forma rústica e clássica, o ambiente a luz de velas apresenta mesas e sofás de até 20 pessoas tanto interior, quanto na parte aberta da casa, onde se pode conversar com amigos e acompanhantes ao céu aberto. O cardápio pode ser bastante eclético para quem sabe escolher. Os pratos, de alta gastronomia, variam entre R$ 30,00 e R$ 60,00. E há as mais diversas opções: massa, peixe, carne bovina e etc. Mas para quem não pode ou prefere não gastar muito deve optar pelo rico e variado cardápio de petiscos que tem a faixa média de preço entre R$ 15,00 e R$ 35,00. Ficam duas dicas de porções: a bruschetta clássica, extremamente saborosa que contém seis unidades, e é claro a boa e tradicional batata frita, que faz as honras da noite de qualquer barzinho.
Quem quiser saber mais sobre o bar e restaurante Bellini, desde o telefone de contato até as formas de pagamento, pode acessar o seguinte site: http://ig.obaoba.com.br/bellini
Um bom fim de semana a todos na terra da garoa e dos bares!