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	<title>Paulicéia Acelerada &#187; Anna Ligia</title>
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		<title>Paulicéia Acelerada &#187; Anna Ligia</title>
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		<title>Sem pedir para entrar</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 11:41:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pauliceiaacelerada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anna Ligia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Anna Ligia Machado
Sete da manhã. Estou dirigindo e paro no farol, a caminho da universidade. Ao meu lado, pessoas dormindo. Vejo suas casas e observo seu sono. Elas moram nas ruas, mais especificamente embaixo de um viaduto.
Fico imaginando como é não ter um teto e, desta maneira, ter de partilhar momentos íntimos com uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pauliceiaacelerada.wordpress.com&blog=3368706&post=51&subd=pauliceiaacelerada&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>Por Anna Ligia Machado</em></p>
<p>Sete da manhã. Estou dirigindo e paro no farol, a caminho da universidade. Ao meu lado, pessoas dormindo. Vejo suas casas e observo seu sono. Elas moram nas ruas, mais especificamente embaixo de um viaduto.</p>
<p>Fico imaginando como é não ter um teto e, desta maneira, ter de partilhar momentos íntimos com uma multidão, que por aqui passa cotidianamente.</p>
<p>Não ter liberdade para se despir ou se relacionar e nem ter TV como passatempo. Não poder fechar as janelas para evitar a claridade de um novo dia que chega e nem ter onde se abrigar em dias chuvosos. Acordar e dar de cara com um mundo que já amanheceu e que segue para cumprir mais um dia de suas atividades rotineiras.</p>
<p>Durante os poucos minutos em que o farol está vermelho, os meus olhos devoram a cena que vejo pela janela. É tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe.</p>
<p>Vejo a desigualdade no rosto de cada um dos moradores da residência que tem o céu como teto, o concreto como cama e o asfalto como quintal. A velocidade de São Paulo passa ao lado, mas não pára por aqui. O ritmo da produção também não. Embaixo deste viaduto, há seres humanos cuja busca diária é pela subsistência.</p>
<p>Levo um susto que me traz de volta à realidade. É um pedinte batendo em meu vidro. Ele quer esmolas. Digo que não tenho e ele se vai. Então, o sinal abre e eu acelero, afastando-me novamente da dura realidade das ruas, com a triste sensação de ter as mãos atadas. Amanhã e depois, voltarei a visitar esta casa, na qual ninguém precisa bater à porta para entrar.</p>
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		<title>POR ALGUNS GOLES A MAIS</title>
		<link>http://pauliceiaacelerada.wordpress.com/2008/05/24/por-alguns-goles-a-mais/</link>
		<comments>http://pauliceiaacelerada.wordpress.com/2008/05/24/por-alguns-goles-a-mais/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 May 2008 14:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pauliceiaacelerada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anna Ligia]]></category>
		<category><![CDATA[acidente de trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Bebidas alcoólicas]]></category>
		<category><![CDATA[embriaguez]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>

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		<description><![CDATA[As manchetes dos últimos dias concentram histórias de acidentes de trânsito causados pelo consumo de álcool. Que bebida e direção não combinam, todos estão cansados de ouvir. Mas, para alguns, entra por um ouvido e sai pelo outro. É &#8220;caretice&#8221;!
Apesar de defender e acreditar na liberdade de imprensa como um grande bem social, estou repensando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pauliceiaacelerada.wordpress.com&blog=3368706&post=48&subd=pauliceiaacelerada&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>As manchetes dos últimos dias concentram histórias de acidentes de trânsito causados pelo consumo de álcool. Que bebida e direção não combinam, todos estão cansados de ouvir. Mas, para alguns, entra por um ouvido e sai pelo outro. É &#8220;caretice&#8221;!</p>
<p>Apesar de defender e acreditar na liberdade de imprensa como um grande bem social, estou repensando minha opinião sobre as publicidades de bebidas alcoólicas. Ilustrando ilusões amplamente consumidas pelos jovens, elas mostram homens e mulheres bonitos, num clima de azaração e alegria, onde o final é sempre feliz! Pena que não é bem assim que acontece. Os mesmo jovens que consumiram as bebidas anunciadas e se divertiram, têm que encontrar um jeito de ir para casa e infelizmente, muitos optam por ir dirigindo. Por quê essas propagandas não ilustram o fim da noite e incentivam o uso de táxis, por exemplo? A resposta é óbvia: o produto com certeza chamaria menos atenção do que ao mostrarem uma &#8220;gostosa&#8221;, como a  Juliana Paes&#8230;</p>
<p>A grande maioria das pessoas sente prazer em beber e não há mal nenhum nisso. Seja um choppinho, um vinho, uma dose de whisky&#8230; Mas o que vemos hoje é diferente! É o famoso &#8220;beber, cair e levantar&#8221;, refrão do novo sucesso musical popular. Vivemos uma fase de exageros, falta de limites e principalmente de ausência de diretrizes norteadoras da juventude. E é então que entra o papel da bebida, como forma de preencher a lacuna vazia na vida de alguns jovens. Sua superficialidade e a ocupação de sua mente pela valorização do consumo e das posses os levam a ser literalmente devorados pela publicidade e pelas ilusões vendidas por essa. </p>
<p><strong>No final, destrói-se vidas, mentes e sonhos. Tudo por alguns goles a mais.</strong></p>
<p>Termino deixando dois links e um artigo para refletir sobre o assunto:</p>
<p>*Vídeo de um garoto de Brasília que, parado por uma blitz, não conseguiu fazer o teste do bafômetro, devido ao estado em que se encontrava: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iaATjY54DSs">http://www.youtube.com/watch?v=iaATjY54DSs</a></p>
<p>*Vídeo da música &#8220;Beber, cair e levantar&#8221;:  <a href="http://br.youtube.com/watch?v=_NUz9Jd8z9o">http://br.youtube.com/watch?v=_NUz9Jd8z9o</a></p>
<p>Artigo de Barbara Gancia sobre o assunto, publicado na Folha de S. Paulo de ontem (23 de maio):</p>
<p><strong><span style="font-size:large;">Chegou a Zeca-Hora de dar um basta </span></strong></p>
<p><strong>Os jovens, meninas inclusive, bebem demais, comem de menos e voltam para casa em horários impensáveis</strong></p>
<p>SINCERAMENTE, NÃO AGÜENTO mais ver mãe sofrendo morte de filho. Na sexta-feira passada, pela segunda vez em menos de dois meses, fui ao velório do filho de uma amiga, morto aos 24 anos em um acidente de trânsito ocorrido na madrugada.<br />
A dor que presenciei chega a ser obscena de tão intensa. Minha amiga, que sempre conheci para lá de radiante, teve o coração destroçado. Em sua agonia, a todos que a abraçavam, ela só conseguia balbuciar a mesma pergunta: &#8220;Como vou viver sem meu filho?&#8221;. Um dos presentes me contou que aquele era o quinto velório de jovem a que ele comparecia nos últimos tempos. Andrey, o rapaz morto, não era de beber, mas a Vespa em que trafegava foi apanhada por um Audi que não prestou socorro. Seria o caso de deduzir que o Brasil está lutando uma guerra e que, ao completar 18 anos, nossos filhos, irmãos, primos e amigos estão sendo mandados para o front de batalha.<br />
Mas se guerra houvesse, essa meninada ao menos estaria morrendo por uma causa e não tendo a vida interrompida sempre pelo mesmo motivo estúpido.<br />
Parece haver uma conspiração contra essa geração que hoje está completando 18 anos e ganhando seu primeiro automóvel. Todos, meninas inclusive, bebem demais, todos comem de menos, todos vêm e vão em horários impensáveis de se sair e voltar para casa e todos, juntos, formam o público-alvo de uma indústria perversa, a de bebidas alcoólicas, que confunde propositalmente liberdade de expressão com permissividade a fim de criar novos consumidores (e vítimas).<br />
Eu pergunto: como é que, até hoje, ninguém contestou em praça pública a venda de um produto indecente como aquela garrafinha de 300 ml de vodca adocicada, que é destinada exclusivamente ao consumo de gente jovem? Como podem as marcas de cerveja cooptar impunemente os ídolos da juventude para serem garotos-propaganda de seus produtos? Como pode o manobrista da casa noturna entregar, sem questionar, as chaves do carro ao jovem que está cambaleando de bêbado?<br />
Nunca entendi esse negócio de &#8220;esquenta&#8221; -o ato de começar a beber antes da festa e só chegar à tal da &#8220;balada&#8221; em horários em que, antigamente, a gente estaria voltando para casa. Como é que os pais admitem esse ritual macabro? Não será óbvio que o &#8220;esquenta&#8221; aumenta as chances de o jovem se meter em encrenca e que seis ou sete horas de festa é tempo demais para qualquer um agüentar de cara limpa?<br />
Tem pai que é cego, e a mera existência do celular passou aos progenitores uma falsa sensação de segurança. Se sei onde meu filho está, tudo bem, pensam eles. Mas não é bem assim. Por mais jovens que sejam os baladeiros de hoje, não há cristão, judeu, muçulmano ou descrente que agüente virar a noite na balada com música eletrônica. Tanto não há, que a prefeitura agora obriga por lei as casas noturnas a ter bebedouro acessível aos freqüentadores.<br />
Alô, papai e mamãe para quem a ficha ainda não caiu! Desidratação combina com ecstasy. E bebida combina, sim, com volante e com briga. Ou será que ninguém nunca viu bêbado valentão pisar no acelerador e tímido reagir como leão quando está de cara cheia?</p>
<p> </p>
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	</item>
		<item>
		<title>A SP DOS EXCLUÍDOS</title>
		<link>http://pauliceiaacelerada.wordpress.com/2008/05/13/a-sp-dos-excluidos/</link>
		<comments>http://pauliceiaacelerada.wordpress.com/2008/05/13/a-sp-dos-excluidos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 May 2008 18:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pauliceiaacelerada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anna Ligia]]></category>

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		<description><![CDATA[

Por Anna Ligia Machado


 



 


 
 
 

Quando a cidade de São Paulo é pautada, os temas mais recorrentes são o trânsito, as cenas de violência e o universo dos negócios, ou seja, os problemas que mais afetam as classes média e alta da metrópole. No entanto, pouco se fala das cenas de exclusão que presenciamos cotidianamente. Seja com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pauliceiaacelerada.wordpress.com&blog=3368706&post=44&subd=pauliceiaacelerada&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em>Por Anna Ligia Machado</em></p>
<div><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<div></div>
<p> </p>
<p></span></div>
<div><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></span></span></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<div></div>
<p></span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Quando a cidade de São Paulo é pautada, os temas mais recorrentes são o trânsito, as cenas de violência e o universo dos negócios, ou seja, os problemas que mais afetam as classes média e alta da metrópole. </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">No entanto, pouco se fala das cenas de exclusão que presenciamos cotidianamente. Seja com o mendigo da esquina, com as crianças trabalhando nos faróis ou com os carroceiros. Assim como alguns lugares de São Paulo são invisíveis, (como tratei aqui no Paulicéia, no post <em>Os lugares invisíveis de São Paulo)</em> alguns de seus personagens também o são.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">É difícil olhar para os indivíduos miseráveis, fruto da desigual sociedade na qual vivemos e, neste sentido, optamos por negar sua existência. Fechamos os vidros dos veículos e seguimos nossa rotina, isso quando não oferecemos algumas moedas aos pedintes na tentativa vã de ajudá-los a diminuir seus problemas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sentimo-nos de mãos atadas e culpados pelo que vemos pois, no fundo, sabemos que esta é a lógica do capitalismo e que para que os ricos e a economia se sustentem, sempre haverá pobres e famintos. É o chamado “colchão de sustentação” capitalista.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ônibus 174 </span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Acredito que foi com o objetivo de esclarecer essa situação que o diretor José Padilha (o mesmo de Tropa de Elite) resolveu produzir o documentário “Ônibus 174”, no qual busca resgatar as diferentes e profundas causas que levaram Sandro do Nascimento a seqüestrar o veículo e manter vítimas sob a mira de um revólver por cerca de 4 horas, tendo assassinado uma delas. </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">A triste e comum história de Sandro foi marcada por presenciar o esfaqueamento de sua mãe, quando tinha apenas seis anos. Durante sua adolescência, já morador de rua, o jovem <span style="font-size:12pt;">também </span>foi vítima da Chacina da Candelária. </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O objetivo aqui não é o de justificar os atos de violência cometidos, mas sim de provar que a situação que vivenciamos hoje é fruto de sementes de indiferença e desigualdade com relação aos excluídos, plantadas pela sociedade brasileira por muito tempo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E a violência só passou a ser vista realmente como um problema quando alcançou as classes privilegiadas da sociedade. A tragédia de ver dezenas de pessoas mortas na periferia não chega aos pés daquela proporcionada pelo assassinato de um rico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Os atos violentos que presenciamos quase que diariamente não são nada mais do que um grito em busca de atenção daqueles que se calaram e que viveram esquecidos e marginalizados por tanto tempo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Até quando essa situação se sustentará? </strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong></strong></span></span></p>
<div><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">   </p>
<p></span></span></div>
<div><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">  </p>
<p></span></span></div>
<div><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </p>
<p></span></span></div>
<div><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"></p>
<div></div>
<p></span></span></div>
<p><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:16pt;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;">Deixo para vocês um vídeo com a música <em>O meu país</em>, do grande Zé Ramalho. A letra da canção(abaixo) permite uma profunda reflexão sobre o Brasil e nos faz repensar a forma como enxergamos o mundo a nossa volta. Grande Zé! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=p2ECPW5GYzA">http://www.youtube.com/watch?v=p2ECPW5GYzA</a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="font-size:16pt;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><strong></strong></span></p>
<p><span style="font-size:16pt;"><strong>O meu país (Zé Ramalho)</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Tô vendo tudo, tô vendo tudo</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                                 </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>        </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Tô vendo tudo, tô vendo tudo</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>            </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">Um país que crianças elimina</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><span>                               </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">Que não ouve o clamor dos esquecidos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><span>     </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">Onde nunca os humildes são ouvidos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><span>                             </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">E uma elite sem Deus é quem domina</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span> </span><span>      </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Que permite um estupro em cada esquina</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                     </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">E a certeza da dúvida infeliz</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                              </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Onde quem tem razão baixa a cerviz</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                            </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">E massacram-se o negro e a mulher</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>   </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Pode ser o país de quem quiser</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>       </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Mas não é, com certeza, o meu país</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">Um país onde as leis são descartáveis</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><span>                        </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">Por ausência de códigos corretos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><span>                  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">Com quarenta milhões de analfabetos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><span>                       </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">E maior multidão de miseráveis</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><span>    </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">Um país onde os homens confiáveis</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><span>                            </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">Não têm voz, não têm vez, nem diretriz</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><span>                        </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">Mas corruptos têm voz e vez e bis</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                  </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">E o respaldo de estímulo em comum</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>     </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Pode ser o país de qualquer um</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>       </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Mas não é, com certeza, o meu país</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                  </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Um país que perdeu a identidade</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                       </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Sepultou o idioma português</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>         </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Aprendeu a falar pornofonês</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                        </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Aderindo à global vulgaridade</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                       </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Um país que não tem capacidade</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                             </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">De saber o que pensa e o que diz</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                          </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Que não pode esconder a cicatriz</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                          </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">De um povo de bem que vive mal</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>     </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Pode ser o país do carnaval</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>        </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Mas não é, com certeza, o meu país</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Tô vendo tudo, tô vendo tudo</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>            </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>         </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Tô vendo tudo, tô vendo tudo</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>            </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Um país que seus índios discrimina</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                                </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">E as ciências e as artes não respeita</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>    </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Um país que ainda morre de maleita</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                        </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Por atraso geral da medicina</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                        </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Um país onde a escola não ensina</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                              </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">E hospital não dispõe de raios X</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                            </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Onde a gente dos morros é feliz</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>                              </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Se tem água de chuva e luz do sol</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>     </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Pode ser o país do futebol</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span>        </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">Mas não é, com certeza, o meu país</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></span></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pauliceiaacelerada.wordpress.com/44/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pauliceiaacelerada.wordpress.com&blog=3368706&post=44&subd=pauliceiaacelerada&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Teatro Mágico</title>
		<link>http://pauliceiaacelerada.wordpress.com/2008/04/28/o-teatro-magico/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 15:04:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pauliceiaacelerada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anna Ligia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Olá gente! Aqui quem escreve é a Anna.
Aproveitarei a deixa do post da Simone para comentar sobre um dos eventos da virada, o show da banda O Teatro Mágico. Foi a primeira vez que assisti a uma apresentação do grupo e, confesso, o que vi me agradou!
 O show ocorreu às 9 horas da manhã do domingo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pauliceiaacelerada.wordpress.com&blog=3368706&post=37&subd=pauliceiaacelerada&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img style="vertical-align:middle;" src="http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2007/03/oteatromagico.jpg" alt="" width="500" height="300" /></p>
<p>Olá gente! Aqui quem escreve é a Anna.</p>
<p>Aproveitarei a deixa do post da Simone para comentar sobre um dos eventos da virada, o show da banda O Teatro Mágico. Foi a primeira vez que assisti a uma apresentação do grupo e, confesso, o que vi me agradou!</p>
<p> O show ocorreu às 9 horas da manhã do domingo, 27 de abril. É a segunda vez que a banda se apresenta na Virada Cultural, tendo reunido mais de 40 mil pessoas em 2007.</p>
<p>Entre o público, pessoas com o rosto pintado e com narizes de palhaço, acompanhando o estilo circense dos integrantes do conjunto. Durante mais de uma hora, foram tocadas músicas que levantaram o astral geral dos presentes.  </p>
<p>No final, o vocalista Fernando Anitelli declarou que o grupo continuará independente (eles não têm gravadora) e comentou sobre o novo CD, intitulado &#8220;O segundo ato&#8221;, dizendo que as músicas serão disponibilizadas para download gratuito, assim como as canções do primeiro. Aliás, foi a última apresentação paulistana do CD de estréia, que se chama &#8220;Entrada para raros&#8221;. </p>
<p><strong>Histórico da banda:</strong></p>
<p>A &#8220;trupe&#8221; é composta por 11 artistas. Idealizador e diretor artístico, Fernando Anitelli define o grupo como &#8220;um sarau amplificado onde tudo pode acontecer&#8221;. Reunindo música, teatro, circo e poesia, o projeto é completo e chama atenção pela inovação.</p>
<p>As músicas do CD de estréia, assim como suas letras e acordes, são disponibilizados gratuitamente no site da banda: <a href="http://www.oteatromagico.mus.br/">www.oteatromagico.mus.br/</a></p>
<p>Fico por aqui, deixo o link para um vídeo da música &#8220;O anjo mais velho&#8221; e desejo a todos uma ótima semana e feriado!</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=MB9qzKnJVVo&amp;feature=related">http://www.youtube.com/watch?v=MB9qzKnJVVo&amp;feature=related</a></p>
<p>Abraços e até a próxima! </p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pauliceiaacelerada.wordpress.com/37/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pauliceiaacelerada.wordpress.com&blog=3368706&post=37&subd=pauliceiaacelerada&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O diário de um DP</title>
		<link>http://pauliceiaacelerada.wordpress.com/2008/04/16/o-diario-de-um-dp/</link>
		<comments>http://pauliceiaacelerada.wordpress.com/2008/04/16/o-diario-de-um-dp/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 18:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pauliceiaacelerada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anna Ligia]]></category>

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		<description><![CDATA[Oi, pessoal! Quem escreve é a Anna.
Acompanhando a &#8220;novela&#8221; em que se transformou a cobertura midiática da morte de Isabella Nardoni, descobri uma coincidência. O pai da menina, Alexandre Nardoni, ficou preso por nove dias (de 3 a 11 de abril) no  77º Distrito Policial de São Paulo. A coincidência está no fato de que eu e a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pauliceiaacelerada.wordpress.com&blog=3368706&post=32&subd=pauliceiaacelerada&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Oi, pessoal! Quem escreve é a Anna.</p>
<p>Acompanhando a &#8220;novela&#8221; em que se transformou a cobertura midiática da morte de Isabella Nardoni, descobri uma coincidência. O pai da menina, Alexandre Nardoni, ficou preso por nove dias (de 3 a 11 de abril) no  77º Distrito Policial de São Paulo. A coincidência está no fato de que eu e a Bruna( Bariani, que também escreve aqui) havíamos feito uma matéria no local algumas semanas antes do ocorrido.</p>
<p>Abaixo, segue a matéria que escrevemos, buscando mostrar o cotidiano da delegacia:</p>
<p>O diário de um DP</p>
<p>O 77º Distrito Policial, localizado à Alameda Glete, número 827, cobre as ocorrências de Higienópolis e de parte da Cracolândia. Definido pelo delegado assistente Antônio Rodrigues como &#8220;o lixo e o luxo&#8221;, os mais diversos crimes são registrados no DP. Queixas como roubo, furto, difamação,  morte suspeita e assassinato são freqüentes.</p>
<p>A delegacia possui cinco equipes, que se revezam em turnos de 12 horas. Todas providas de dois investigadores, um delegado e policiais militares, que ficam no próprio Distrito Policial e em ronda.       </p>
<p>Segundo o delegado titular Dr. Albano Fernandes, o ambiente é invariavelmente tenso. &#8220;Todas as pessoas vem aqui achando que o que lhe ocorreu é o maior problema do mundo e esperam sair da delegacia já com uma solução. É uma enorme panela de pressão&#8221;, desabafa ele. O ambiente pesado acaba influenciando também a vida pessoal dos funcionários do DP. &#8220;Muitos partem para o alcoolismo e até para as drogas. É preciso ter estrutura para lidar com o poder&#8221;, diz Fernandes. Quando há revezamento de equipes, os policiais que iniciam seu turno preferem não ser informados quanto aos casos registrados no período de trabalho anterior ao seu. &#8220;É uma questão de saúde mental&#8221;, afirma Dr. Antônio.</p>
<p>O distrito é provido de quatro celas, que podem abrigar até nove presos cada. Em 00 de março, 19 presos detidos aguardavam o decreto da prisão temporária. Eles ficam, em média, de cinco a 30 dias no xadrez e quando não há provas suficientes, são soltos. &#8220;Toda cadeia tem uma ética&#8221;, relata o delegado assistente. &#8220;Pessoas que cometeram crimes hediondos ou contra mulheres e crianças, já estão condenados pelos demais presos e por isso precisam ficar em celas separadas para evitar que sejam mortos dentro da própria cadeia&#8221;, completa ele.</p>
<p>Também chegam ao local diversos casos que envolvem desentendimentos e brigas de família, casos em que não se faz necessário o Boletim de Ocorrência. &#8220;Às vezes tem que ser um pouco psicólogo&#8221;, afirma um investigador do DP, que por motivos de segurança, prefere não ter seu nome divulgado. A opinião é reafirmada por Dr. Antônio: &#8220;Ouço dores, reclamações e aflições o dia inteiro, mas percebo que às vezes as pessoas querem apenas ser ouvidas&#8221;.</p>
<p>Para Rodrigues, a Universidade Mackenzie possui um eficiente sistema de segurança, pois desde outubro de 2007, quando iniciou seu trabalho no 77º DP, nenhum caso envolvendo a instituição foi registrado. Mas, chama atenção para o principal caso recorrente na região, o furto de celulares, bolsas e mochilas. Sobre isso, ele alerta: &#8220;É preciso ficar atento. As pessoas têm o costume de andar com a mochila nas costas e andarem na rua falando no celular ao mesmo tempo, o que ocasiona diversos assaltos, em que geralmente as vítimas são mulheres abordadas por homens simulando estarem armados&#8221;. Uma recomendação é não deixar o celular na mesa do bar quando se afastar da mesma. Bolsas também não devem ser deixadas longe da vista.</p>
<p>Indagados acerca de casos de corrupção envolvendo a Polícia Militar, ambos os delegados afirmam se sentir vitimas de uma imprensa sensacionalista, que, em busca de audiência e leitores, primeiro publica a matéria para depois averiguar o caso. &#8220;Ninguém espera uma apuração. Deveria haver mais critério. Não nos é dado o direito de fala e a mídia já condena antes mesmo do  julgamento&#8221;, finaliza Fernandes.</p>
<p>Termino meu post deixando um questionamento no ar. Fiquei chocada com o caso da família Nardoni, assim como grande parte dos brasileiros. No entanto, não concordo com esta exploração do caso pela mídia e tenho certeza que diversos assuntos de interesse público estão sendo deixados de lado em detrimento dele (e do interesse do público)! Um ótimo exemplo é a epidemia de dengue que assola o Rio de Janeiro. O vírus já matou cerca de 80 pessoas e promete atingir outras regiões do país.</p>
<p>QUE PAÍS É ESTE, QUE CHORA A MORTE DE UM, MAS FECHA OS OLHOS PARA A MORTE DE TANTOS?</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
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	</item>
		<item>
		<title>Os lugares &#8220;invisíveis&#8221; de SP</title>
		<link>http://pauliceiaacelerada.wordpress.com/2008/04/09/os-lugares-invisiveis-de-sp/</link>
		<comments>http://pauliceiaacelerada.wordpress.com/2008/04/09/os-lugares-invisiveis-de-sp/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 16:10:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pauliceiaacelerada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anna Ligia]]></category>
		<category><![CDATA[espaço]]></category>
		<category><![CDATA[marc augé]]></category>
		<category><![CDATA[midiatização]]></category>
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		<category><![CDATA[obras]]></category>
		<category><![CDATA[sp]]></category>
		<category><![CDATA[visibilidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pauliceiaacelerada.wordpress.com/?p=18</guid>
		<description><![CDATA[
Olá!!! Aqui quem escreve é a Anna Ligia.
O tema do post de hoje são os lugares &#8220;invisíveis&#8221; de São Paulo.
Mas, vocês devem estar se perguntando: afinal, do que se tratam esses lugares &#8220;invisíveis&#8221;???
Lugar invisível, ou &#8220;não-lugar&#8221;, é um conceito do antropólogo francês Marc Augé. O termo define os espaços com os quais as pessoas não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pauliceiaacelerada.wordpress.com&blog=3368706&post=18&subd=pauliceiaacelerada&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div><a href="http://apocalipsemotorizado.blogspot.com/2007/01/e-massa-passou-de-bicicleta.html"><img class="aligncenter size-medium wp-image-19" src="http://pauliceiaacelerada.files.wordpress.com/2008/04/pracadociclista.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></div>
<div>Olá!!! Aqui quem escreve é a Anna Ligia.</div>
<div>O tema do post de hoje são os lugares &#8220;invisíveis&#8221; de São Paulo.</div>
<div>Mas, vocês devem estar se perguntando: afinal, do que se tratam esses lugares &#8220;invisíveis&#8221;???</div>
<div>Lugar invisível, ou &#8220;não-lugar&#8221;, é um conceito do antropólogo francês Marc Augé. O termo define os espaços com os quais as pessoas não estabelecem relações de pertencimento, usando-nos apenas de passagem.</div>
<div>Não há uma percepção mais aprofundada do espaço nem de seus componentes e características.</div>
<div>É importante ressaltar que estes lugares podem variar de cidadão para cidadão.</div>
<div></div>
<div>Pensando nisso, eu e três amigos da faculdade (Paulo Otávio, Renata Ribeiro e William Maia), utilizamos esse conceito junto à teoria sobre midiatização do espaço e fizemos uma matéria. Assistindo a ela, é possível perceber como o &#8220;não-lugar&#8221; está presente em nosso cotidiano.</div>
<div>Fomos até a Avenida Paulista e perguntamos para alguns passantes se havia alguma estátua próxima ao local onde estávamos. Qual não foi a surpresa ao perceber que muitos não se lembraram da estátua de Francisco de Miranda, venezuelano que foi parceiro do &#8220;libertador da América&#8221; Simon Bolívar (localizada na praça do Ciclista), apesar de estarem a 100 m de distância da obra.</div>
<div>A praça do Ciclista, assim como a estátua de Miranda, é para muitos um &#8220;não-lugar&#8221;, um espaço em que não há criação de vínculos.</div>
<div>Em contraposição, perguntamos sobre a presença de algum McDonald`s na avenida e tivemos um número grande de respostas afirmativas.</div>
<div>O motivo pela escolha do McDonald`s foi por ser um local com grande midiatização e pelo fato de ser <em>fast-food</em> e por isso acompanhar o ritmo acelerado da cidade.</div>
<div></div>
<div>Confira a matéria, Midiatização e espaço, acessando o seguinte link:</div>
<div><a href="http://br.youtube.com/watch?v=fF76Nsfo53c">http://br.youtube.com/watch?v=fF76Nsfo53c</a></div>
<div></div>
<div><strong>Falando nisso: </strong></div>
<div>Como forma de divulgar as variadas obras produzidas por ex-alunos do Liceu de Artes e Ofícios e ao mesmo tempo levar às pessoas o maior conhecimento cultural sobre a cidade, foi criado recentemente o site Monumentos de São Paulo.</div>
<div>No endereço, o visitante tem acesso a diversos monumentos que embelezam a cidade.</div>
<div>Além disso, há uma ferramenta que permite a pesquisa das obras pelo nome de seu artista ou pelo bairro ou região em que se localizam.</div>
<div>Vale a pena dar um clique e conhecer algumas das obras:</div>
<div><a href="http://www.monumentos.art.br/">http://www.monumentos.art.br/</a></div>
<div></div>
<div>Abraços e até mais!!!</div>
<div>(Obs.: a foto deste post é do blog Apocalipse Motorizado.)</div>
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		<title>A restrição ao fumo de charutos, cachimbos e cigarrilhas</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 00:58:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pauliceiaacelerada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anna Ligia]]></category>
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		<category><![CDATA[lei]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[vereador Farhat(PTB)]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá a todos!!! Sou Anna Ligia e este é meu primeiro post em Paulicéia Acelerada. Com a divulgação dos múltiplos aspectos desta heterogênea cidade que é São Paulo, espero que o blog propicie um espaço agradável de leitura, em constante diálogo com vocês, leitores. Portanto, fiquem à vontade para comentar e enviar suas sugestões.
Hoje, falarei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pauliceiaacelerada.wordpress.com&blog=3368706&post=4&subd=pauliceiaacelerada&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Olá a todos!!! Sou Anna Ligia e este é meu primeiro post em Paulicéia Acelerada. Com a divulgação dos múltiplos aspectos desta heterogênea cidade que é São Paulo, espero que o blog propicie um espaço agradável de leitura, em constante diálogo com vocês, leitores. Portanto, fiquem à vontade para comentar e enviar suas sugestões.</p>
<p>Hoje, falarei sobre a lei paulistana que, em vigor desde 14 de fevereiro deste ano, proíbe o fumo de charutos, cachimbos e cigarrilhas em estabelecimentos que não possuem áreas destinadas exclusivamente a este fim. A nova regra é fruto de um projeto de lei do vereador do PTB José Rogério Farhat e tem gerado polêmica, entre outros motivos, por não incluir o cigarro.</p>
<p>Em seu blog, a Aliança do Controle ao Tabagismo(ACTbr) caracteriza a mudança como &#8220;inadequada&#8221;, argumentando que já há uma lei de âmbito federal sobre o assunto e que a nova lei deixa a impressão &#8220;de que no município de São Paulo fumar cigarro em ambientes coletivos está liberado, enquanto o consumo de charuto, cigarrilha etc necessita de isolamento&#8221;. Confira o texto na íntegra: http://blog.actbr.org.br/page/2/ (postado em 15/02/2008)</p>
<p>Abaixo, segue matéria sobre o assunto, que escrevi para o jornal universitário Dizfoca:</p>
<p><strong>Com restrições</strong><br />
<em>Lei de São Paulo cria regras para o fumo de charutos, cigarrilhas e cachimbos</em></p>
<p>Acomodado em poltrona ao fundo de uma tabacaria da Alameda Lorena, região oeste da capital paulista, Henrique Gamão fuma seu charuto. Há quinze anos adepto da prática, a qual considera uma terapia, o cidadão mostra-se insatisfeito ao relatar que não pode mais apreciar o produto artesanal “nem nas mesas externas” de um restaurante do qual é assíduo cliente.</p>
<p>Isso se deve a uma lei da cidade de São Paulo, em vigor desde 14 de fevereiro desse ano. Tanto Gamão quanto qualquer outro fumante de charutos, cachimbos e cigarrilhas estão proibidos de os acender em restaurantes e bares. As exceções da medida são em áreas fechadas e reservadas especialmente ao fumo e em estabelecimentos especializados, como charutarias e bares temáticos.</p>
<p>Para o também fumante de charutos Marcelo Esteves, a lei não trouxe mudanças. No segundo andar de uma tabacaria da Avenida Paulista, sentado em um sofá e assistindo televisão, o engenheiro afirma que quando quer fumar vai a locais especializados ou o faz em casa. “Eu jamais vou acender um charuto em um restaurante”, considera ele. Ao opinar sobre a efetividade da lei, Esteves questiona a não inclusão do cigarro na mesma. “Para mim, se o charuto e o cachimbo incomodam as pessoas, o cigarro também”. Com a mesma opinião que seu cliente, o funcionário André Santana define a medida como “meio incoerente”.</p>
<p>Sentado na sala de seu gabinete, o autor da lei, vereador petebista José Rogério Farhat, lembrou o fato que motivou a criação do polêmico projeto: “Durante um jantar com minha esposa, vi um garçom pedindo a um cidadão que apagasse o charuto, pois havia pessoas incomodadas. O rapaz respondeu que estava na área de fumantes e que ali não havia restrições para tal”. Citando os lobbies, Farhat declara que seria “demagogia” incluir o cigarro no projeto de lei, pois ele “não teria sido aprovado”.O fumo de narguilé, encarado como um “modismo” pelo político, também segue sem restrições.</p>
<p>A punição financeira para os estabelecimentos relutantes em cumprir a lei é de sete Unidades Fiscais do Município, o que em 2008 resulta em uma multa de R$ 610,40. No entanto, não haverá regulamentação de fiscais para o exercício da função: “Não vamos chamar alguém para multar quem está fumando. Os próprios freqüentadores e os fumantes já estão sabendo da lei e eles serão os fiscais”, diz Farhat.</p>
<p>Diante da branda fiscalização, alguns duvidam de seu cumprimento. É o caso de Marisa Carvalho, gerente comercial de uma loja que vende charutos e cachimbos. “Alguns estabelecimentos estão ignorando a lei, pois não querem deixar de atender seus clientes”, declara ela. Sobre a repercussão entre os fumantes, a comerciante afirma: “Muitos não gostaram, pois tinham o hábito de sair para jantar levando seus charutos para degustar”.</p>
<p>Enquanto isso, após minutos de papo e com o seu charuto quase no fim, Gamão reclama: “Tenho falado com amigos que também fumam charuto e que estão com esse problema de não ter onde fumar. Estou fumando aqui na charutaria, mas esse realmente não é o lugar certo para tal”.</p>
<p><strong>Fico por aqui, no aguardo do comentário de vocês, dizendo se concordam ou não com essa lei e porquê.</strong></p>
<p>Até mais!!</p>
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